5.5. FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO
Cipriani Gabriele
1. RESUMO E OBJETIVO
Como fenômeno religioso, o fundamentalismo é objeto de estudo
das ciências da religião. Na história é apresentado
como um movimento político-religioso conhecido também por outros
nomes como integrismo ou radicalismo. Nos Estados Unidos, durante a Primeira
Guerra Mundial, além de indicar uma doutrina religiosa de caráter
ortodoxo e conservador, identificou também um movimento do cristianismo
protestante que reafirmava a absoluta inerrância da Bíblia em
sua interpretação literal.
Na mesma época, no seio da Igreja Católica, fortaleceu-se uma
corrente que se opunha à tendência chamada modernista, acentuando
a autoridade do magistério romano como aparece na doutrina tradicional
de Pio IX e Pio X.
Em uma sociedade mono-religiosa e monocultural, o espaço para uma reflexão
sobre o fundamentalismo é muito limitado. Com maior facilidade pode-se
falar de integrismo e conservadorismo. Em sociedades pluriculturais, como
as contemporâneas, que vivem situações de rápidas
mudanças e de fragmentação cultural, as atitudes fundamentalistas
aparecem com maior evidência e constituem quase uma necessidade para
muitas pessoas e grupos que buscam salvaguardar sua identidade. Devido à
pluralidade de expressões e correntes diferentes é mais apropriado
falar em fundamentalismos, ao plural.
2. ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DE UM MOVIMENTO
O termo "fundamentalismo"
nasceu em contexto religioso e desde o início foi usado para designar
um movimento cristão. Tanto o movimento quanto o nome surgiram e se
firmaram nos Estados Unidos, nas primeiras décadas do século
passado. A corrente fundamentalista, nascida no seio do cristianismo protestante,
reafirma a absoluta inerrância da Bíblia e sua autoridade suprema
para a fé e para a ética. Uma série de doze opúsculos,
"The Fundamentals: A testimony to the Truth" (1910-1915), expôs
as doutrinas fundamentais sobre as quais a fé tradicional não
deve permitir dúvidas ou adaptações: a inspiração
literal da Escritura como palavra de Deus; a criação do mundo;
a divindade de Jesus Cristo; sua concepção virginal, seus milagres,
sua morte expiadora, sua ressurreição no corpo e sua volta futura;
a realidade do pecado e a salvação por fé. Uma espera
ansiosa do retorno de Jesus liga o movimento fundamentalista aos movimentos
milenaristas do século XIX. Ele há de tirar os fiéis
do mundo decadente e condenado ao domínio do anticristo, até
sua definitiva derrota e a instauração do reino milenário
dos santos de Deus. Além disso, um rígido código moral
pessoal e familiar identifica esses segmentos.
A questão fundamentalista, porém, não se reduz à
defesa das verdades fundamentais do cristianismo, mas caracteriza-se por uma
maneira específica de considerá-las, ou seja, é defendida
uma formulação particular dos conteúdos da fé
que não aceita nenhuma crítica. Não se trata, por exemplo,
somente de defender o ato criador de Deus, mas a criação do
mundo em sete dias como está relatada no primeiro capítulo de
Gênesis, em oposição à teoria darwinista da evolução.
Ainda que a unidade desses opúsculos não seja orgânica,
sendo de diferentes autores, eles constituem uma plataforma comum contra a
teologia liberal e modernista e a interpretação histórico-crítica
das Escrituras.
O movimento fundamentalista não foi unitário nem conseguiu unificar
o mundo protestante. Tratou-se mais de tendências de certos setores.
Por isso, correntes fundamentalistas podem ser encontradas nas mais diversas
denominações protestantes, às vezes, com tal força
e número que algumas denominações podem ser consideradas
fundamentalistas no seu conjunto. O marco fundamentalista encontra-se em movimentos
pentecostais e, a partir da década de 1980, é também
uma característica das congregações independentes e de
adeptos de pregadores de televisão. Na expansão missionária
das comunidades fundamentalistas é relevante o apoio dado aos pastores
enviados para a América Latina.
3. UM MOVIMENTO PARALELO: O INTEGRISMO
CATÓLICO
No início do século XX, com raízes no
século XIX, também na Igreja Católica surgiu um movimento
de reação ao modernismo que encontrava a simpatia de estudiosos
e de membros do clero. É uma corrente a que foi dado o nome de integrismo.
Seu perfil está em conformidade com o ambiente católico-romano,
mas assemelha-se ao fundamentalismo protestante pelo objetivo de luta contra
o modernismo e pela maneira de avaliar os fenômenos de mudança
cultural e religiosa e pelo tipo de relação a ser estabelecida
entre Igreja e sociedade. Enquanto, nos Estados Unidos, disputas lacerantes
dividiram as maiores denominações protestantes, na Igreja Católica
o poder do papa Pio X e de alguns cardeais contornaram a difusão das
idéias modernistas com excomunhões e outras medidas disciplinares.
A corrente integrista, liderada pelo próprio papa Pio X, foi sustentada
pela autoconsciência teológica da tradição católica
em defesa da Revelação divina, da custódia do patrimônio
da fé e da interpretação autorizada das Escrituras. Mas
essa corrente foi levada também a um integralismo tendente a impor
o domínio eclesiástico na vida, a restauração
de formas de pensamento e de vida social proveniente da primeira metade do
século XIX, de um conservadorismo social e hierárquico que acreditava
poder encontrar a verdade apenas no âmbito que a Igreja havia construído
para si desde o tempo do iluminismo.
A intolerância e o radicalismo com que essa luta foi conduzida fez não
somente vítimas ilustres, mas chegou a atitudes de violência
moral reprovável. As drásticas intervenções do
papa Pio X e a aprovação dada à associação
secreta chamada de Sodalitium Pianum ou de Sapiniére (pelo amigos e
inimigos) que assumiu a missão de colher informações
reservadas sobre todos os que fossem suspeitos, até cardeais ou superiores
gerais de ordens religiosas, e de transmiti-las diretamente ao papa, desaguaram
numa repressão indiscriminada e no fechamento hermético às
correntes intelectuais não estritamente confessionais e tradicionalistas.
Uma pesada atmosfera de suspeita se abateu sobre os católicos na segunda
parte do pontificado de Pio X que fez levantar a voz fortemente crítica
de cardeais como Gasparri, Maffi, Schuster, Mercier. O complexo de medidas
restritivas tomadas naqueles anos, chegando a impedir estudantes de teologia
de ler qualquer periódico, ainda que fosse dos melhores, constituíram
um impedimento ao desenvolvimento dos estudos bíblicos e históricos
e levaram ao extremo o afastamento da Igreja Católica do mundo moderno.
A corrente integrista foi viva e muito ativa durante e depois do Concílio
Vaticano II, encontrou sua expressão extremada no arcebispo Marcel
Lefebvre, que fundou sua própria Igreja, na sua opinião, fiel
detentora da Tradição cristã e da verdadeira fé
católica. Continua ativa ainda hoje em movimentos e organizações
religiosas católicas que encontram apoio incondicionado de segmentos
da hierarquia.
4. A EXTENSÃO DO CONCEITO
DE FUNDAMENTALISMO
A atribuição do conceito de fundamentalismo
a realidades tão diferentes exige que se estude com atenção
cada caso, especialmente porque a conotação do termo é
cada vez mais negativa. Já consideramos a extensão do termo
no mundo protestante e católico. Vamos considerar agora um exemplo
fora do mundo ocidental cristão. Hoje é praticamente inevitável
não falar de "fundamentalismo islâmico".
No Islã, o extremismo religioso se desenvolve de uma maneira toda particular.
As diferentes tradições muçulmanas, xiitas ou sunitas,
estão de acordo em reconhecer no Alcorão a "Palavra vinda
do céu", cuja autoridade ou inspiração não
se pode questionar. Os ditos do Profeta também são inquestionáveis.
Mas há divergências sobre o tipo de tradição que
se deve privilegiar, aquela mais conciliadora ou aquela mais rígida
e radical? Em época recente, a penetração da cultura
ocidental, imposta também através de políticas direcionadas
por interesses econômicos, tem elevado o nível de tensão
e provocado choques culturais e políticos violentos. A revolução
iraniana de 1979 que tirou do trono o Xá Reza Pahlevi, uniu o povo
na defesa da cultura e das tradições islâmicas e na luta
contra um poder explorador, levando à fundação da República
Islâmica. O Ayatollah Komeini, de volta ao Irã depois de 15 anos
de exílio, foi acolhido triunfalmente. Ele liderou um movimento que
visava a restauração das leis corânicas e a libertação
do povo muçulmano do domínio político, econômico
e cultural do Ocidente. Conseguiu devolver o máximo poder, também
político, dos líderes religiosos. No breve período de
uma década, a revolução islâmica mostrou toda sua
capacidade de unir forças em outros países muçulmanos
com governantes seculares: no Afeganistão com os talebans, na Argélia
com a Frente islâmica de salvação e o Grupo Islâmico
Armado, no Egito com a Irmandade muçulmana e a Jihjad Islâmica,
no Líbano com o Hezbollah, na Palestina com o Hamas.
O fortalecimento econômico dos estados produtores de petróleo
deu aos estados de religião muçulmana também um poder
político e militar estratégico nas relações internacionais.
Além disso, esses países contam com a força da tradição
religiosa que no Ocidente encontra-se fragmentada e debilitada. Sobre essa
base, a Revolução islâmica implanta seu ideal político:
instaurar um regime teocrático que seja a tradução literal
da charia, a luta contra a penetração do poder e da cultura
ocidental, representada especialmente pelo Estado de Israel e pelos Estados
Unidos. No que diz respeito aos costumes exige-se o rompimento radical com
tudo o que lhes pareça ocidental e a volta ao uso do chador ou da burka
e demais costumes.
Cada vez mais percebe-se e teme-se que esteja em curso um conflito de civilizações.
A opinião pública ocidental está incline a marcar com
o estigma de fundamentalista toda a gama do movimento político-religioso
do mundo muçulmano alimentando uma visão deformada e odiosa
do Ocidente. O radicalismo religioso e cultural e a política revolucionária
islâmica de hoje almejam um mundo em que todos obedeçam aos mesmos
preceitos religiosos chegando a alimentar a luta armada e o terrorismo para
alcançar esse objetivo. O fundamentalismo islâmico de hoje é
hostil a uma certa idéia ideológica de Ocidente, tão
extremada que chega a desejar sua destruição.
A aplicação do termo fundamentalismo, como bem se compreende,
é transferência de um conceito originariamente circunstanciado
para outras realidades e outros conteúdos. O que pode justificar essa
transferência é a maneira de conduzir a defesa dos princípios
religiosos ou culturais de uma sociedade que apresenta traços semelhantes
aos usados por outros grupos.
5. FUNDAMENTALISMO COMO FENÔMENO
RELIGIOSO
Toda religião, enraizada
na sociedade humana, separa o grupo humano que nela se reconhece daqueles
que praticam outra fé. Estabelece um território em que se definem
e reforçam as identidades individuais e coletivas. À medida
que diferencia uma comunidade da outra, a religião pode gerar conflitos
ou servir de justificativa para confrontos violentos entre uma comunidade
e outra. Ainda que as religiões preguem a paz, em todas as religiões
se encontram pessoas ou grupos de crentes que vivem sua fé cultivando
atitudes fundamentalistas. O envolvimento das religiões em guerras
justifica perguntar se estas são fatores de guerra ou fatores de paz
e se o fundamentalismo é ou não intrínseco a toda profissão
religiosa. A pergunta se abriga na mesma estrutura institucional das religiões.
A crença num Deus absoluto e a total dedicação a ele
da pessoa religiosa acabam justificando o absolutismo da crença. A
partir de uma determinada formulação dos conteúdos de
uma religião, tida como imutável, assumem-se atitudes de defesa
e de luta contra toda e qualquer tentativa de reformulação,
contra e qualquer mudança de comportamentos não consagrados
pela tradição. O próprio serviço da verdade pode
levar os líderes religiosos a atitudes autoritárias e violentas
com a finalidade de evitar o relativismo, o sincretismo, o indiferentismo.
A recusa de distinguir entre conteúdos e suas formulações,
a identificação do sentimento de total adesão de fé
ao absoluto de Deus e a acolhida da sua auto-revelacão levam muitos
crentes a assumir posturas de rígida defesa de sua profissão
religiosa e comportamentos intolerantes.. Chegam a ponto de não admitir
a possibilidade de outras identidades, negam o direito a pensamentos e a atitudes
diferentes.
No interior da comunidade de fé, eles tendem a impor sua visão
da tradição como a única ortodoxa, usando todos os meios,
mas particularmente o poder religioso. Pode-se verificar nesses segmentos
uma busca constante dos espaços de poder, uma infiltração
nos postos-chave de condução das comunidades religiosas. Através
da emanação de normas categóricas e invioláveis,
com penas anexas para os transgressores, da formação de grupos
de controle e de denúncia, instauram um verdadeiro clima de regime.
Na sociedade sua presença é também caracterizada por
formas de poder. São defensores de atitudes moralistas muito rígidas,
de valores ligados à cultura tradicional, quer religiosa como social.
Usam publicamente costumes que ostentam sua identidade religiosa. Divulgam
suas idéias de forma particularmente polêmica contra outros crentes
ainda que pertençam ao mesmo credo religioso. Na política buscam
entendimentos e cumplicidade com as forças conservadoras em troca da
defesa e do apoio político e legal para a conservação
de seu poder religioso.
Fundamentalismo e ameaça à paz parecem, cada vez mais, dois
termos inseparáveis no mundo contemporâneo. Fundamentalismo e
uma maneira equivocada de viver a fé também parecem companheiros
inseparáveis de viagem. A expressão do escritor José
Saramago em comentário ao ato terrorista de 11 de setembro de 2001
"O problema é Deus" deve servir de alerta para todos os crentes.
Uma coisa é a adesão total e incondicionada a Deus, outra coisa
é usar a religião em benefício de pessoas ou de grupos
de poder.
Movimentos pacifistas procuram alertar sobre os riscos de atitudes fundamentalistas
e contribuir para a criação de culturas de paz. No mundo religioso
afirma-se cada vez mais um pluralismo de fato e de direito. O ecumenismo e
o diálogo inter-religioso são apontados como caminhos irreversíveis
para a reconciliação e a paz religiosa.
6. O FUNDAMENTALISMO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO
A pluralidade religiosa e cultural está inscrita na
história da humanidade. Se no passado alguns impérios souberam
criar condições de convivência entre diferentes grupos
humanos, os encontros entre representantes de culturas diferentes eram raros
e havia territórios mais definidos para cada cultura e cada religião,
também no passado as conquistas religiosas foram acompanhadas por violências
e guerras.
Em nossas sociedades a situação mudou totalmente. A pluralidade
religiosa não permite mais a definição segura dos territórios
onde praticar em liberdade o próprio credo religioso. Crentes diferentes
convivem no mesmo espaço humano. Um clima de insegurança se
instaura nos indivíduos e nos grupos.
A interdependência global dos povos e das sociedades e a importância
do fenômeno religioso no mundo atual dão relevância a mecanismos
de intolerância e fanatismo de matriz religiosa, que complementam os
outros fatores de conflito.
Entre esses mecanismos encontra-se um elemento importante: dois terços
da humanidade professam religiões de origem estrangeira geralmente
difundidas em tempos de expansão colonial. A revolta anti-colonial
marca hoje significativamente as reações de povos e etnias e
envolve os aspectos religiosos da colonização.
A globalização comercial, a migração de grandes
massas humanas, a rapidez dos transportes e da comunicação,
os intercâmbios culturais têm levado a uma fragmentação
cultural e religiosa dentro de comunidades tradicionalmente unidas pela hegemonia
de uma cultura ou de uma religião.
A possibilidade de perder a segurança enraizada em uma cultura e em
uma religião é muito grande e as reações fundamentalistas
freqüentes. Se a vocação universalista no passado levou
a visitas discretas ou agressivas de missionários a outros territórios,
hoje todos os crentes em qualquer lugar devem vigiar as próprias atitudes
de domínio espiritual. A conquista de espaços de presença
pode alimentar a competição e acirrar polêmicas e chegar
aos excessos da intolerância e do fanatismo.
A necessidade de não perder uma identidade pacientemente construída
faz considerar uma ameaça a variedade de experiências possíveis
em uma sociedade em mudança como a nossa. A busca de espaços
de segurança e atitudes de defesa, por parte de grupos que se consideram
agredidos pelo proselitismo de outros, desencadeia reações agressivas
e processos de autoritarismo nas Instituições religiosas.
Volta também com força a tendência das religiões
a ocupar os campos próprios da política. Desencadeiam-se processos
que transferem a competição religiosa para o âmbito da
política partidária e a envolvem em conflitos de interesse mais
amplo, com a conseqüente ameaça para a paz social.
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Situações diversas têm levado no passado
e levam ainda hoje pessoas e grupos humanos a uma maneira semelhante de enfrentar
situações de conflito religioso, político ou social.
A diversidade dos conteúdos exige estudos diferenciados de cada caso,
mas atitudes semelhantes levam a identificar métodos e comportamentos
como fundamentalistas.
Na situação internacional atual às correntes fundamentalistas
opõem-se os métodos políticos da negociação
e ao fundamentalismo religioso é proposto o caminho do ecumenismo e
do diálogo inter-religioso, inclusive como novos paradigmas de ação
missionária para religiões que entendem seu credo como universal.
A missão cristã é desafiada a rever os paradigmas construídos
em época colonial e aprofundar não somente uma espiritualidade
de diálogo, mas construir um paradigma novo de missão que seja
ao mesmo tempo ecumênico, inter-religioso e inter-cultural.
8. PERGUNTAS
- Quais traços do fundamentalismo ainda podem ser
observados na ação pastoral e evangelizadora das igrejas cristãs
?
13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
13.1. Documentos eclesiais
- CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II. Decreto Unitatis
Redintegratio.
- CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II. Decreto Nostra
Aetate.
- JOÃO PAULO II. Encíclica Redemptoris Missio,
São Paulo: Paulinas,1990.
- PONTIFÍCIO CONSELHO PARA O DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO
E CONGREGAÇÃO PARA A EVANGELIZAÇÃO DOS POVOS. Diálogo
e anúncio, São Paulo: Paulinas, 1996.
13.2. Bibliografia
geral
- TAMAYO, Juan José. Fundamentalismos y diálogo
entre religiones. Madrid: Trotta, 2004.
- TEIXEIRA Faustino (org.). Diálogo de pássaros:
nos caminhos do diálogo inter-religioso, São Paulo: Paulinas,
1993.
- TEIXEIRA, Faustino. O diálogo em tempos de fundamentalismo
religioso. Convergência, v. 37, n. 356, (2003) 495-506.
- V.V.A.A. Fundamentalismo, Vida Pastoral XXXV/176, (Maio-Junho
1994).