6.7.
ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA
De
que falamos
Falamos de “espiritualidade”
como espírito, força, jeito de ser e sentir, sentido que move, paixão que
empurra e arrasta[1].
Falamos de espiritualidade “missionária”, não no sentido amplo de
“evangelizadora” ou “apostólica”, mas no sentido específico de “ad gentes”,
tendo por objetivo os não-cristãos. E falamos de espiritualidade missionária
“latino-americana”, não tanto como se fosse a partir de um continente físico
concreto – embora também – mas, a partir de um continente utópico, de um lugar
que não está em nenhuma parte, mas que habita corações e mentes, que orienta
vontades e lutas, e que pertence a uma «geografia espiritual». Sim, a América
Latina (AL), o continente que mais sinais de identidade emite, tem patrimônio e
selo próprios no mundo “missionário” (ad gentes, enquanto não dissermos
outra coisa), por mais que muitos desatentos acreditem que ela seja toda
católica, com apenas um punhado de cristãos de outras confissões. A missão ad
gentes existe na AL, ocorre, está aí, principalmente junto ao mundo
indígena, e realizou, nos últimos 40 anos uma caminhada de amadurecimento que
lhe é característica. Dessa “característica latino-americana” da
espiritualidade missionária é que vamos falar neste artigo.
Na A.L., como em todas as
partes, há de tudo. Mas muito daquilo que existe por aqui não é
“latino-americano”. Embora aconteça aqui e viva aqui, vem de outras partes,
depende de outro lugar, e orienta-se a partir de referências exteriores. Também
aqui, “nem são todos os que estão, nem estão todos os que são”. Nem todas as
missões fisicamente situadas neste continente têm espírito latino-americano,
nem deixa de haver muita espiritualidade missionária “de espírito
latino-americano” fora dele.
Essa característica
latino-americana da espiritualidade missionária, essa “espiritualidade
missionária latino-americana” (EML) é recente, não é de sempre. A
espiritualidade missionária que predominou em nosso continente, durante
séculos, foi, como em todo o mundo, importada da Europa. Durante 450 anos, a AL
não pronunciou sua palavra. No Concílio Vaticano II (1962-1965), ainda falaram
apenas as Igrejas do Primeiro Mundo, diante do quorum silencioso de
Igrejas do Terceiro Mundo – e latino-americanas concretamente[2]. Mas
os tempos mudariam e, nos últimos 40 anos – por obra e graça do estímulo do
Vaticano II, com certeza -, a AL pronunciou a sua palavra, resgatou a própria
identidade e deixou transparecer o seu espírito em uma nova espiritualidade
missionária. Dessa EML dos últimos 40 anos é que falaremos a seguir.
Vamos, primeiro, abordar os
grandes fundamentos ou eixos que alicerçam, como sua estrutura teológica, a
EML. Em seguida, vamos nos referir mais descritivamente aos traços
característicos ou às atitudes em que esses fundamentos se manifestam na
vivência espiritual e práxica.
1. ESTRUTURA TEOLÓGICA DA ESPIRITUALIDADE
MISSIONÁRIA LATINO-AMERICANA
A espiritualidade, em si
mesma, não é teologia, não é idéia, conceito... mas força, paixão, afeto,
vivência, utopia, sentimento, prática. Mas tudo isso se realiza em pessoas e
comunidades «humanas», que têm não só coração, afetos, paixões, mas também
cabeça, razão, racionalidade e uma necessidade iniludível de marcar todas
aquelas vivências com um marco teórico de referências integrado, coerente, que
saiba «dar a razão da própria fé»: essa é teologia. A espiritualidade é mais do
que a teologia, mas não pode acontecer sem ela. Uma espiritualidade que não
tivesse uma estrutura teológica, um esqueleto de princípios teóricos que lhe
fornecem sua coerência interna, não seria uma espiritualidade propriamente
humana.
A espiritualidade missionária
latino-americana caracteriza-se, também, pela teologia «latino-americana» que
lhe é própria, que lhe possibilita ter uma estrutura coerente e que lhe dá os
princípios e a força essenciais à sua dinâmica.
Não vamos desenvolver esses
princípios, que já foram expostos na aula 5.2, do «Macroecumenismo
latino-americano”. Simplesmente, recordamos quais são esses três princípios
estruturais básicos característicos da teologia latino-americana e, portanto,
presentes na estrutura de fundo da espiritualidade missionária. São eles:
1.1. Uma leitura
histórico-escatológica da realidade
A pessoa que tem
espiritualidade e teologia latino-americana lê a realidade como história, como
processo, como um grande projeto de Deus, ao qual a Humanidade é convidada a se
incorporar. Não tem uma visão da realidade como um mundo estático, a-histórico,
dualista (Deus acima, nós embaixo), sem projeto (só com leis), sem uma tarefa
histórica para construir (só com uma moral). O mundo futuro não é outro mundo
separado, mas a dimensão de futuro desse próprio mundo. A escatologia está na
história; fazendo história, estamos fazendo o futuro; a missão é «futurizar a
história».
1.2. Reinocentrismo
Durante séculos, a Igreja pensou
em si mesma como uma mediação imprescindível e central (o «exclusivismo»
afirmava que «fora da Igreja não há salvação»). Por isso, dava-se o que se
chama de «eclesiocentrismo»: a própria Igreja era o fim de si mesma. A missão
consistia em «implantar a Igreja». Isso é o que foi superado no século passado,
com a descoberta mais afinada da própria mensagem do Jesus histórico: ele não
veio proclamar a Igreja, mas estabelecer o Reino, e a própria Igreja está e
deve estar a serviço total do Reino, como realidade absoluta. A espiritualidade
missionária latino-americana está inteiramente marcada por essa dimensão
reinocêntrica. Uma espiritualidade missionária eclesiocêntrica não é
latino-americana (falando numa geografia espiritual...).
1.3. Opção pelos pobres
A opção pelos pobres é a
emergência da teologia e da práxis cristã (também da espiritualidade) do
continente, na dimensão política. Quase todas as teologias anteriores pensavam
em si mesmas como «apolíticas» e, sobretudo, as espiritualidades pensavam em si
mesmas como «estritamente espirituais», sem nada a ver com o mundo da política,
dos conflitos sociais, das diferenças entre pobres e ricos. A OP (opção pelos
pobres) é a saída da neutralidade, é o deixar de ficar «em cima do muro», à
margem dos conflitos humanos. É um aprendizado a partir do próprio Jesus que
encontrou sua missão na entrega da «Boa Notícia aos pobres», e posicionou-se
indubitavelmente a seu favor. A EML não é espiritualista, nem neutra, nem fica
em cima do muro. Tem olhos e coração para ser sensível aos interesses dos
pobres, às causas dos povos, às injustiças sociais, e faz de tudo isso matéria
da sua própria oração e de seu compromisso.
Essas três dimensões
teológicas foram aprofundadas na lição 5.2, e não vamos desenvolvê-las aqui.
Mas chamamos a atenção sobre elas. Você pode reconhecer que um texto, uma
oração, um trecho de um depoimento não pertence à EML se perceber que essas
dimensões teológicas não estão presentes neles e vice-versa.
Mas a espiritualidade não é só
a estrutura teológica básica sobre a qual se apóia: é, sobretudo, visão de
conjunto, sentido profundo, contemplação, agradecimento, força e desejo...
Vamos neste segundo ponto, descrever os traços dessa espiritualidade.
2. TRAÇOS DA ESPIRITUALIDADE
MISSIONÁRIA LATINO-AMERICANA
2.1.
Atitude contemplativa
A fé nos oferece uma visão
contemplativa da realidade. E essa fé, depurada pela EML, oferece uma visão
contemplativa toda especial. O missionário de “espírito latino-americano” tem capacidade
para “ver”, para discernir a caminhada ascendente do Reino na história, na
única história (sagrada e profana, sem dualismos), do ponto de vista dos pobres
como sujeitos prediletos, numa ascensão paralela e convergente dos povos, das
religiões, dos movimentos sociais, todos sob a ação do Espírito. O missionário
de espírito latino-americano não se sente angustiado nem esmagado pela
magnitude da obra de conversão dos povos, mas contempla com alegria a ação
insondável e irreprimível do Espírito que, antes e à margem da ação
missionária, age nos povos, os impele para diante, os guia e inspira. É capaz
de contemplar a presença de Deus nos processos sociais, nas lutas dos pobres,
inclusive em seus retrocessos, nos esforços de tantos militantes generosos,
ainda que se manifestem como distantes de um Deus confessado ou de uma Igreja
ou de uma religião reconhecidas.
2.2.
Otimismo soteriológico
O missionário de espírito
latino-americano não sofre aquela dilacerante angústia dos missionários
clássicos, devorados pelo zelo da salvação das almas e desesperados diante do
espetáculo dos milhões de almas que todo dia viam cair no inferno. Durante
séculos, como não podia deixar de ser, a situação foi das mais pessimistas.
Ainda no Congresso sobre as Missões (Chicago, 1960) das Igrejas protestantes,
admitia-se sem discutir que “nos quinze anos transcorridos depois da Segunda
Guerra Mundial, mais de um bilhão de pessoas tinham passado desta para a vida
eterna e mais da metade foi para o fogo eterno sem ter sequer ouvido o nome de
Jesus Cristo”...[3].
Francisco Xavier partiu, para as Índias Orientais, movido pela convicção –
comum naquela época – de que as pessoas que não conheciam Jesus Cristo não
alcançavam a salvação eterna[4]. E o
jansenista Saint-Cyran gritava numa espécie de entusiasmo e horror sagrado:
“Não cai nem uma só gota de graça sobre os pagãos”[5].
Quando o Vaticano II começou a pensar o contrário, houve missionários que
entraram em crise: “Se esses povos podem salvar-se sem precisar da Igreja, qual
o sentido da missão?” Foi preciso encontrar uma resposta nova para o sentido da
missão, que não mais consistia em afirmar que “a missão é a única via de
salvação para os povos pagãos”, mas que a missão continua tendo sentido, embora
não seja o sentido de que sem ela não há salvação para os pagãos. Embora todos
os povos tenham contato direto com Deus em sua própria religião, sempre terá
sentido “sair” ao encontro das outras religiões para travar um diálogo
religioso para, nele, “dar e receber”.
2.3.
Atitude penitencial
Herdeira da postura crítica da
espiritualidade libertadora, a missão latino-americana é também crítica de seu
próprio passado. Com alguns séculos de evangelização missionária nas costas,
com o apoio do braço do Padroado Régio, do Estado colonial depois[6], dos
poderes locais sempre, do latifúndio e do capital, a missão latino-americana
tem viva memória dos pecados originais em que foi concebida neste continente e
evita com toda a sua alma cair novamente neles. Trata-se de uma espiritualidade
criticamente escarmentada – no sentido positivo da palavra –, penitencialmente
arrependida e eficazmente convertida. Não se fazem declarações triunfalistas
nem se pretende voltar a situações de cristandade.
2.4.
Desapego institucional
A missão é “missão pelo Reino”,
como o missionário também o é. A missão não é principalmente um centro
institucional, nem o missionário um funcionário. Uma e outro são, a seu modo,
militantes utópicos pela causa de Jesus, que é a causa de Deus e, ao mesmo
tempo, a causa da Humanidade. Não têm interesses pessoais nem institucionais.
Seu interesse máximo, seu absoluto é o Reino e não suas mediações. Sua paixão
maior é fazer que em tudo reine o amor de Deus e que todas as mediações e
instituições se rendam inteiramente a seu reinado e se ponham completamente a
seu serviço. Por isso, nem uma nem outro são eclesiocêntricos nem procedem com
outros interesses que não sejam o bem do outro a quem se dirigem.
2.5.
Atitude positiva de colaboração
A missão latino-americana,
comprometida com o Reino, “para que todos tenham vida e a tenham em abundância”
(Jo 10,10), e desbloqueada por todos esses pressupostos teológicos precedentes,
é filha também do espírito amplamente ecumênico do Vaticano II que nos
convidava a “colaborar de bom grado com todos aqueles que buscam os mesmos
fins”[7],
como também do espírito daquele que já disse antes: “Quem não é contra nós,
está a nosso favor” (Mc 9,40). O chauvinismo, o espírito de concorrência e de
rivalidade, as pretensões de protagonismo ou exclusividade não são próprios da
missão latino-americana.
2.6.
Inculturação
Em certos lugares, se
encontram missões que parecem estar “acima do mundo”, à margem do lugar em que
se situam, como se obedecessem a um padrão “universal” (muitas vezes “europeu”,
na realidade). Na Ásia, o problema é que as missões são o corpo de uma “Igreja
na Ásia”, mas não “da Ásia”. A missão latino-americana, em geral, reivindica o
seu caráter autóctone ou encarnado, leva em conta a situação do continente e do
mundo e, segundo a metodologia típica latino-americana, “parte sempre da
realidade [ver] para só depois julgar e agir”. A IV Conferência do CELAM
introduziu oficialmente no magistério eclesiástico da AL o tema da
inculturação. Depois de muitos séculos durante os quais a Igreja na AL procurou
“civilizar”, “aculturar”, “amansar”, “reduzir” os povos indígenas, a nova
missão adota, já faz algum tempo, atitudes contrárias: aceitação, estudo,
respeito e promoção da cultura indígena. Exatamente o contrário do que se fazia
durante séculos. A maioria das missões, com história documentada, pode
testemunhar uma autêntica conversão nesse ponto.
2.7.
Valorização da religião do povo acompanhado
Essas missões com história documentada
podem mostrar, em muitos casos, os testemunhos de missionários em quem, talvez
não mais que há 50 ou 60 anos, predominava ainda a convicção de que as
religiões indígenas eram diabólicas ou simples superstições, em todos os casos,
algo que se devia combater e erradicar... A “conversão dos missionários” foi,
nesse ponto, realmente radical. Mesmo assim, há pessoas que ainda pensam que
nas outras religiões não existe fé, mas simplesmente “crenças”. Hoje, porém,
geralmente, os missionários não só valorizam muito a religião do povo que estão
acompanhando, mas se interessam por conhecê-la e até por vivê-la, e são cada
vez mais comuns os casos de “dupla pertença”, sem conflito. O diálogo de
religiões não é um diálogo externo de representantes oficiais das religiões,
mas é o diálogo que as próprias religiões travam no coração de cada crente[8], a
começar pelos próprios missionários.
2.8.
Humildade
A
humildade, como virtude ascética, é muito antiga, mas como atitude presente na
atividade missionária é muito recente, talvez de ontem. Apenas ontem, os
missionários deixaram de desprezar a religião dos outros. Apenas ontem,
começaram a valorizá-la, estudá-la e, sobretudo, vivê-la. Apenas ontem, tomamos
consciência de que toda formulação sobre o absoluto de Deus é relativa. Apenas
a partir de ontem – ou talvez de hoje de manhã –, o missionário caminha sem a
segurança avassaladora de quem se sabe de posse da única verdade, da única
salvação e da mediação do único Salvador. Depois de tantos séculos na atitude
contrária, essa cura de humildade não pode ser saudada senão com a maior
esperança.
Evidentemente, não poucos
desses traços de espiritualidade missionária, a partir da AL, serão comuns à
espiritualidade missionária de outras latitudes. Mas, em seu conjunto, são,
certamente, sinais característicos da identidade da espiritualidade missionária
deste continente, para o bem de outras Igrejas, do cristianismo e do mundo.
3. PERGUNTAS PARA DEBATE E
RESUMO DA MATÉRIA
-O que chamamos
espiritualidade? Dê sua definição caseira (sinônimos, exemplos...). Dê, em
seguida, sua definição mais teoricamente elaborada.
-«Missionário/a»
é uma palavra de uso amplo. Ponha exemplos dessa amplitude do seu uso e
especifique os diversos sentidos diferentes que a palavra pode ter.
-«Latino-americano/a»:
esse adjetivo tem uma significação maior do que a simplesmente geográfica? Que
significaria dizer que uma pessoa ou comunidade tem uma espiritualidade tipo
«latino-americano»? Qual é a teologia latino-americana mais famosa? Por quê? Dê
exemplos de outras teologias latino-americanas. Dê também exemplos de teologias
não latino-americanas que estão presentes no nosso continente.
-Relações e
diferenças entre teologia e espiritualidade: são a mesma coisa? São diferentes?
Não têm nada a ver uma com a outra? É compatível qualquer espiritualidade com
qualquer teologia? Pode-se adivinhar a teologia de uma pessoa ou comunidade,
escutando sua oração? Pode-se adivinhar a espiritualidade de uma pessoa ou comunidade,
lendo um seu texto de exposição teológica? Por quê? Pode dar algum exemplo?
-Você
conheceu ou conhece algum exemplo de teologia ou espiritualidade «a-histórica»?
Dê alguns exemplos de afirmações ou visões teológicas à margem da história, e outros
nela encarnados ou a ela referentes.
-O que
significa para você a palavra «reinocentrismo»? O que é o Reino? Quem falou
disso? Qual é o rei a que se refere o Reino? É o Reino uma «utopia»? Em que
sentido? E a missão tem a ver mais com o Reino ou com a Igreja? É a mesma coisa
reinocentrismo» e «eclesiocentrismo»? Qual seria a maior diferença entre uma
visão eclesiocêntrica e outra reinocêntrica? Qual seria a maior diferença entre
uma missão eclesiocêntrica e outra reinocêntrica?
-Falam da OP
como uma «marca registrada» do cristianismo latino-americano. Por quê? Que têm
a ver os mártires latino-americanos com a OP? É a OP uma realidade política? E
será que a Igreja faz mal mexendo com realidades políticas? Por quê? E a missão
não teria que se manter sempre distante da política? Pode um missionário/a de
espírito latino-americano considerar-se neutro, sem partido, nos conflitos
entre os pobres e os ricos na América Latina e no mundo?
-Em relação
aos traços, fazer o exercício seguinte: ler cada um deles e comentar no grupo,
dando exemplos e comparando com espiritualidades não latino-americanas, ou
outras espiritualidades que não teriam esse traço concreto. E explicar por que
achamos que esse traço é justificado (ou não).
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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liberatione; da espiritualidade da libertação à prática da libertação. Revista
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CALDERÓN, Miguel Angel. La dimension política de la
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1987.
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Carta encíclica sobra a validade permanente do mandato missionário. 1990 [n.
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O
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Charles de Foucauld: 1952-1954. São Paulo, Salesiana, 2002.
RICHARD, Pablo. O fundamento material
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SUESS, Paulo
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SUESS, Paulo. Raiz e caminho. Balizas
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VIGIL, José
Maria (Org.). Opção pelos pobres hoje. Paulinas: São Paulo, 1992.
VIGIL, José
Maria. A opção pelos pobres é opção pela justiça e não é preferencial. Perspectiva
Teológica 99, Belo Horizonte, XXXVI/99
(maio/agosto 2004) 241-252.
VIGIL, José Maria. Traços da
espiritualidade missionária a partir da América Latina. Revista Eclesiástica
Brasileira 64/253, Petrópolis, janeiro 2004, p. 27-40.
[1] Sobre o conceito e a definição de espiritualidade escrevemos
amplamente em Espiritualidade da Libertação. Vozes, Petrópolis 1996,
cap. 1, pp. 21ss.
[2] A espiritualidade missionária que aparece na Declaração Ad Gentes
é bastante tradicional-européia.
[3] Messages
delivered at the Congress on World Mission, ed. by J.O. Percy, Chicago 1960, p.
9.
[4] Apesar da opinião contrária de F.A. SULLIVAN,
Hay salvación fuera de la Iglesia? Desclée, Bilbao 1999, p. 104.
[5] Citado por Angel SANTOS, Teología sistemática
de la misión, Verbo Divino, Estella 1991, p. 255.
[6] Quando se dizia aos missionários que deviam fazer simultaneamente
“Igreja e Pátria” (da metrópole).
[7] Gaudium
et spes 43, 93, 16, 92, 57, 90, 77, 78; AG 12; AA 14.
[8] R. PANIKKAR se refere ao “intradiálogo”, The Intrareligious
dialogue, New York 1978; Il dialogo intrareligioso, Citadella Editrice, Assisi
1988 (2a ed., 2001).