Os pobres são evangelizados? Perspectiva a partir da tradição guadalupana

de Gerardo Custodio Lopez – 01/05/2015

Muito tem sido escrito sobre o papel dos pobres no contexto da Teologia da Libertação. Entretanto, se a análise do conceito do pobre considera o acontecimento do Tepeyac, no contexto da tradição guadalupana, então nos colocamos em um ângulo diferente, de onde pode surgir alguma novidade com a seguinte pergunta, que será o tema da nossa reflexão: Os pobres são evangelizados?

Partindo da tradição guadalupana, onde se apresenta uma relação entre os três personagens principais: a Senhora do Céu, Juan Diego e o bispo, a iniciativa parte da Senhora que fala para Juan Diego, em que é mostrada a maneira especial e natural de como a mensagem é transmitida, numa conversação fraterna, amigável, de você para você, respeitando a pessoa do outro e seu entorno, para logo surgir o convite para ser portador de uma grande notícia. No relato, Juan Diego, que representa um povo que vivia no caos pelas consequências da conquista, é transformado pelo encontro com a Senhora. Ele aceita levar a mensagem para o bispo, que, por sua vez, também é convidado a receber a boa notícia.

A mensagem não foi bem recebida inicialmente pela Igreja, até alguns anos mais tarde. Ao mesmo tempo, os povos indígenas não estavam em condições de acreditar na nova doutrina devido ao antagonismo entre a mensagem e a prática dos evangelizadores.

Hoje, o Papa Francisco convida os cristãos a saírem da zona de conforto, a espalharem a mensagem de Jesus, e serem coerentes com a fé. Somos enviados a anunciar o evangelho ad gentes, e podemos nos perguntar: como estamos abordando esta mensagem? Estamos servindo “aos pobres”, a fim de prepará-los para serem evangelizadores? Como estamos realizando este ministério?

Faça o download do arquivo completo clicando aqui.